O
Processo de gestão, usando os princípios e as
metodologias da Qualidade, teve início no Colégio
Santa Teresinha, a partir de 1993, quando a diretora
da Instituição participou de cursos e treinamentos
na Fundação Cristiano Otoni, em Belo Horizonte.
Assim passou-se a desenvolver o processo de formação
formação das lideranças do Colégio Em 1994, toda
a Equipe Administrativa fez cursos intensivos
de Gestão da Qualidade apropriando-se dos conceitos,
ferramentas, métodos e possibilidades de adequação
para a prestação de serviços em educação. Ainda
em 1994, teve início o processo formativo dos
professores. Em 1995, o Colégio proporcionou um
curso de 40 horas para todos os professores e
funcionários, em parceria com o Grupo Pitágoras
de Belo Horizonte.
A Segunda fase do processo de implementação dos
conceitos e princípios, usando as ferramentas
básicas da Qualidade, foram discutidos, estudados
e utilizados também com os alunos e os pais.
Em 1995, o Colégio Santa Teresinha assinou o termo
de adesão no Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade,
passando assim a participar juntamente com outras
instituições, do movimento da Qualidade. Este
tem como objetivo último a satisfação das pessoas
com a prestação dos serviços, o crescimento e
o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e a Qualidade
de vida de todos os cidadãos.
A partir de 1996, o Colégio Santa Teresinha passou
a participar do processo de avaliação interna
e externa do PGQP obtendo, na primeira avaliação,
170 pontos. Em 1997, a pontuação foi de 326 pontos,
o que possibilitou o Colégio Santa Teresinha inscrever-se
para concorrer ao Prêmio Qualidade RS, nível UM,
medalha de bronze sendo vencedor. Este acontecimento
tornou-se um marco de referência na história do
colégio, lhe conferindo o título de PRIMEIRA ESCOLA
do Rio Grande do Sul, e mesmo do Brasil, a receber
Prêmio de Qualidade dentro dos critérios de avaliação
e pontuação. Em 1998, o resultado da avaliação
do PGQP foi de 327 pontos e em 1999 de 385, motivando
assim, a inscrição para o prêmio Qualidade RS
Nível DOIS, Troféu Bronze. Este processo de avaliação
e inscrição para o Prêmio, independente do resultado
obtido, contribui em muito na identificação dos
pontos fortes e fracos e, conseqüentemente, para
a implementação de melhorias e ações corretivas.
Como efeito de todo o empenho em implementar um
modelo de gestão pela qualidade, o Colégio Santa
Teresinha tem divulgado amplamente os seus resultados
e os benefícios obtidos. Todos os anos abre suas
portas para receber lideranças de outras escolas
das redes municipal, estadual e particular do
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São
Paulo e Brasília que são interessadas em trabalhar
com a Gestão da Qualidade. Assim sendo, em 1997,
dividimos nossas experiências com 500 educadores
e gestores na área da educação.
Em
1998 recebemos 250 visitantes, em 1999, atendemos
42 escolas num total de 210 profissionais da educação.
Ao mesmo tempo, os integrantes da Equipe Administrativa
são convidados a apresentar relatos de experiência,
dar depoimentos (case) em diversos eventos relacionados
com educação. A diretora do Colégio Santa Teresinha,
participou, em 1995, de um congresso sobre Making
Quality Happen no Institute JURAM em Orlando,
Estados Unidos; em 1997, integrou uma missão de
estudos sobre Qualidade Total e Gerenciamento
promovido pelo NK TECHNO SERVICE CO, LTD, em Tóquio
no Japão; em 1998, participou do Congresso Internacional
de Management em Buenos Aires, Argentina. Naquele
mesmo ano, foi convidada para fazer o curso em
preparação à Banca Examinadora do PNQ. Todas essas
experiências e conhecimentos adquiridos são amplamente
socializados com os demais diretores de escolas
através de cursos, seminários, congressos e encontros
promovidos pelo Centro de Desenvolvimento e Gestão
Escolar do SINEPE/RS, que tem como coordenadora
a diretora do Colégio Santa Teresinha.
O atual estágio da implementação da Gestão pela
Qualidade no Colégio Santa Teresinha é um grande
desafio, tornado-se mesmo um ponto crítico, visto
que a exigência é crescer na dimensão mais essencial
da prestação de serviço em educação. Ou seja,
no processo de ensino e aprendizagem (uma vez
que toda a rotina está padronizada), a infra-estrutura
foi adequada; as equipes de trabalho estão constituídas
e a fase inicial de capacitação e treinamento
foi concluída. Avançar neste processo é possível,
porém exige mais competência e habilidades para
continuar melhorando o que já está bem. Contamos
com especialistas internos comprometidos com o
processo. Porém, a cada vez mais, sentimos a necessidade
de assessorias e consultorias externas para continuarmos
crescendo neste processo que tem começo, mas não
tem fim.